Achaste mesmo que tinhas necessidade de voltar a fazer o teste?
Tuesday, June 15, 2004
Monday, June 14, 2004
Verdade absoluta
«Old clothes carry too much past relationship baggage.»
Já dei por mim a escolher roupa para determinados jantares, passeios ou idas ao cinema, consoante a sua… prévia utilização.
Para quem, como eu, tem alguma dificuldade em encerrar ciclos e separar as águas, torna-se bastante menos (emocionalmente) confuso.
Já dei por mim a escolher roupa para determinados jantares, passeios ou idas ao cinema, consoante a sua… prévia utilização.
Para quem, como eu, tem alguma dificuldade em encerrar ciclos e separar as águas, torna-se bastante menos (emocionalmente) confuso.
Carrie versus Charlotte
Descobri um divertimento ainda mais giro – mas, reconheço, com o seu quê de obsessivo – nos testes da Bomba: responder instintivamente primeiro, e depois tentar responder como o faria há uns tempos atrás. O resultado foi a Carrie seguida da Charlotte.
Parece que esta aguarela está finalmente a amadurecer. Mas não vos vou dizer qual é a resposta que basicamente diferencia uma da outra…
[Adenda: Não, não é a do casamento]
Parece que esta aguarela está finalmente a amadurecer. Mas não vos vou dizer qual é a resposta que basicamente diferencia uma da outra…
[Adenda: Não, não é a do casamento]
You Are Most Like Carrie!You're quirky, flirty, and every guy's perfect first date. But can the guy in question live up to your romantic ideal? It's tough for you to find the right match - you're more than a little picky. Never fear... You've got a great group of friends and a great closet of clothes, no matter what! Romantic prediction: You'll fall for someone this year... Totally different from any guy you've dated. |
You Are Most Like Charlotte!You are the ultimate romantic idealist. You've been hurt before, but that hasn't caused you to give up on love. If anything, your resolve to fall in love is stronger than ever. And it's this feminine optimism that men find most appealing about you. Romantic prediction: That guy you are seeing (or crushing on)? Could be very serious - if you play your cards right! Which Sex and the City Vixen Are You Most Like? Take This Quiz Right Now! |
Sunday, June 13, 2004
Episódio eleitoral
A minha irmã pediu-me boleia para ir votar. Sabendo da sua intenção de voto, disse-lhe que estava muito calor e que o melhor era ficar em casa a descansar. Lá mais para o fim da tarde talvez, disse-lhe eu, esperançada que entretanto a preguiça cumprisse o seu papel.
Chamou-me fascizóide. Tive que a trazer comigo.
Chamou-me fascizóide. Tive que a trazer comigo.
Resquícios (?) de machismo
Santana Castilho diz praticamente tudo o que eu gostaria de dizer sobre a questão das quotas para homens nas Faculdades de Medicina no seu artigo no Público.
Tenho, porém, alguma relutância em chamar-lhe “resquícios” de machismo quando verifico que as duas pessoas em causa, a ocupar presentemente postos de autoridade, saem praticamente incólumes e não são institucionalmente responsabilizadas pelas barbaridades que proferiram.
Tenho, porém, alguma relutância em chamar-lhe “resquícios” de machismo quando verifico que as duas pessoas em causa, a ocupar presentemente postos de autoridade, saem praticamente incólumes e não são institucionalmente responsabilizadas pelas barbaridades que proferiram.
Saturday, June 12, 2004
Sabem o que mais?
Ainda não tinha exibido a bandeira nacional na minha varanda e vou fazê-lo hoje mesmo.
Pop Star
[Para uma belíssima descrição de verdadeira fã do concerto dos Pixies e um hilariante panorama geral dos restantes concertos e detalhes organizacionais, ver o post da Desassossegada.]
Eu limito-me a fazer só mais um ou dois comentários sobre o concerto do Lenny Kravitz.
É um facto que não tenho nenhum CD e que não iria de propósito ver um concerto dele mas isso não me impede de até lhe achar, a ele pessoalmente, alguma piada. Tem um estilo engraçado (pré-cabelo desfrisado, claro), tem muito bom gosto no que diz respeito aos óculos de sol (são sempre muito à frente) e tem um toque de anca que eu aprecio bastante. No entanto, o concerto foi cansativo. As músicas foram poucas e demasiado longas e ele falou infinitamente mais do que cantou. Sobretudo, esteve não sei quanto tempo com aquelas coisas do “yeahhooohh, oohhyeahh” para o público imitar que me tiram completamente do sério e praticamente todo o encore (e não só) foi dedicado a ser abraçado pelas inúmeras meninas que deliravam com a sua presença a escassos centímetros.
No final, suspirei “o Lenny é demasiado estrela para o meu gosto”.
Eu limito-me a fazer só mais um ou dois comentários sobre o concerto do Lenny Kravitz.
É um facto que não tenho nenhum CD e que não iria de propósito ver um concerto dele mas isso não me impede de até lhe achar, a ele pessoalmente, alguma piada. Tem um estilo engraçado (pré-cabelo desfrisado, claro), tem muito bom gosto no que diz respeito aos óculos de sol (são sempre muito à frente) e tem um toque de anca que eu aprecio bastante. No entanto, o concerto foi cansativo. As músicas foram poucas e demasiado longas e ele falou infinitamente mais do que cantou. Sobretudo, esteve não sei quanto tempo com aquelas coisas do “yeahhooohh, oohhyeahh” para o público imitar que me tiram completamente do sério e praticamente todo o encore (e não só) foi dedicado a ser abraçado pelas inúmeras meninas que deliravam com a sua presença a escassos centímetros.
No final, suspirei “o Lenny é demasiado estrela para o meu gosto”.
A perfect walk on the memory lane
Os Pixies fazem parte da minha adolescência de uma forma muito especial. O concerto foi absolutamente fantástico (pese embora eu ter ouvido as duas primeiras músicas de longe, culpa dos quilómetros que inadvertidamente tive que andar até chegar ao recinto). Mas ainda que não o tivesse sido verdadeiramente, tenho a sensação que nunca me decepcionaria. Era suficiente ter o privilégio de os ver subir a palco e ir espreitando por entre os momentos em que me senti a fechar os olhos e a voltar uns bons anos atrás no tempo.
Friday, June 11, 2004
Testemunho de autoridade
«O único objectivo destas campanhas é esfregar o ego das estruturas partidárias que querem andar a passear os candidatos, e a mostrar a sua importância. Duvido que se ganhe um voto em tais exercícios e, para além disso, este tipo de campanha não deixa verdadeiro espaço a qualquer outra coisa distinta.»
[José Pacheco Pereira, Público, 10 Junho 2004]
Vale muito a pena ler o artigo do Pacheco Pereira sobre o que é aparentemente a fantochada das nossas campanhas eleitorais mas, principalmente, o que estas revelam da podridão inexorável dos aparelhos partidários.
[José Pacheco Pereira, Público, 10 Junho 2004]
Vale muito a pena ler o artigo do Pacheco Pereira sobre o que é aparentemente a fantochada das nossas campanhas eleitorais mas, principalmente, o que estas revelam da podridão inexorável dos aparelhos partidários.
Thursday, June 10, 2004
Até breve (quando já me tiver esquecido de quase tudo)
A primeira impressão que se tem de uma cidade tem tendência para perdurar, para resistir às tentativas de contrariar o primeiro impulso, quer se tenha adorado ou detestado.
Visitei Bruxelas pela primeira vez ainda muito novinha e logo a seguir a Paris. Escusado será dizer que, comparativamente, me pareceu uma cidade muito desengraçada e fartei-me de pedir à minha Mãe para voltar para trás.
Bastante mais tarde, a minha escolha de ir para Bruxelas estudar foi porque Paris e Roma não estavam disponíveis na altura - cidades para onde verdadeiramente o meu coração pendia.
No entanto, viver em Bruxelas despertou-me para os seus encantos, fez-me aprender a gostar. A gostar muito mesmo. É uma cidade cosmopolita, com gente de todos os cantos do mundo, óptimos restaurantes, bares extraordinariamente bem decorados, um centro histórico pequenino mas gracioso, todo o centro da Europa a um pulinho de distância... Só o tempo estraga tudo, mas, infelizmente, uma pessoa habitua-se.
Acima de tudo foi cá que me apaixonei. Paradoxalmente, porque o objecto do meu amor estava em Portugal. Foi cá que aprendi a esperar ansiosamente por uma carta (ao ponto de acordar de propósito à hora habitual do porteiro fazer as entregas e voltar para a cama para dormir muito mais aconchegada), foi cá que nos encontrámos para fazermos a nossa primeira viagem juntos, foi comigo cá que nos fomos conhecendo e aproximando. Bruxelas, para mim, será sempre uma cidade especial.
Visitei Bruxelas pela primeira vez ainda muito novinha e logo a seguir a Paris. Escusado será dizer que, comparativamente, me pareceu uma cidade muito desengraçada e fartei-me de pedir à minha Mãe para voltar para trás.
Bastante mais tarde, a minha escolha de ir para Bruxelas estudar foi porque Paris e Roma não estavam disponíveis na altura - cidades para onde verdadeiramente o meu coração pendia.
No entanto, viver em Bruxelas despertou-me para os seus encantos, fez-me aprender a gostar. A gostar muito mesmo. É uma cidade cosmopolita, com gente de todos os cantos do mundo, óptimos restaurantes, bares extraordinariamente bem decorados, um centro histórico pequenino mas gracioso, todo o centro da Europa a um pulinho de distância... Só o tempo estraga tudo, mas, infelizmente, uma pessoa habitua-se.
Acima de tudo foi cá que me apaixonei. Paradoxalmente, porque o objecto do meu amor estava em Portugal. Foi cá que aprendi a esperar ansiosamente por uma carta (ao ponto de acordar de propósito à hora habitual do porteiro fazer as entregas e voltar para a cama para dormir muito mais aconchegada), foi cá que nos encontrámos para fazermos a nossa primeira viagem juntos, foi comigo cá que nos fomos conhecendo e aproximando. Bruxelas, para mim, será sempre uma cidade especial.
Monday, June 07, 2004
Uma curiosidade
A Leni Riefenstahl começa o prefácio do seu livro da seguinte forma: «L’Afrique pour moi, n’est pas un pays comme les autres: elle est devenue ma seconde patrie.»
Curiosa a forma como se refere a um continente imenso e diverso como se de um pequeno país aconchegante e acolhedor se tratara.
Embora num registo completamente diferente, fez-me lembrar a frase inicial da personagem interpretada por Merryl Streep no filme África Minha: «I once had a farm in Africa», como se se referisse a uma quinta algures no norte de Portugal.
Ambas as frases são uma marca do tempo.
Curiosa a forma como se refere a um continente imenso e diverso como se de um pequeno país aconchegante e acolhedor se tratara.
Embora num registo completamente diferente, fez-me lembrar a frase inicial da personagem interpretada por Merryl Streep no filme África Minha: «I once had a farm in Africa», como se se referisse a uma quinta algures no norte de Portugal.
Ambas as frases são uma marca do tempo.
L’Afrique de Leni Riefenstahl
«L’absence totale d’appréhension avec laquelle je me déplaçais là-bas fait aussi partie de l’attrait immense que l’Afrique exerce sur moi.»
Paragem obrigatória pela Evasions onde adquiri mais um magnifico livro de fotografias para a minha colecção privada. (Tenho andado um bocado obcecada com a ideia de ter em casa bons livros de fotografias que estejam sempre à mão de semear para alegrar os meus finais de tarde).
Desta vez comprei o famoso livro de fotografias de África de Leni Riefenstahl, fruto da sua viagem nos anos sessenta entre o Sudão e o Quénia, durante 10 meses, quase sempre sozinha. O livro é absolutamente fantástico.
Não a aplaudiria de pé. Acho o seu percurso, do ponto de vista humano, criticável. Mas, admito, ela é impressionante.
Paragem obrigatória pela Evasions onde adquiri mais um magnifico livro de fotografias para a minha colecção privada. (Tenho andado um bocado obcecada com a ideia de ter em casa bons livros de fotografias que estejam sempre à mão de semear para alegrar os meus finais de tarde).
Desta vez comprei o famoso livro de fotografias de África de Leni Riefenstahl, fruto da sua viagem nos anos sessenta entre o Sudão e o Quénia, durante 10 meses, quase sempre sozinha. O livro é absolutamente fantástico.
Não a aplaudiria de pé. Acho o seu percurso, do ponto de vista humano, criticável. Mas, admito, ela é impressionante.
Sunday, June 06, 2004
Saturday, June 05, 2004
Deambulando pelas ruas de Bruxelas
De volta à cidade onde estudei e morei um ano, fiquei envergonhada com o pouco que me lembrava. O que é frequente acontecer. Como me costumam fazer ver, sou completamente desmemoriada.
Mas a falta de memória não é necessariamente má. Além de, selectivamente, relembrarmos apenas o essencial, nós, desmemoriados, temos a oportunidade de redescobrir. Uma oportunidade que, durante uma semaninha, vou aproveitar ao máximo.
Mas a falta de memória não é necessariamente má. Além de, selectivamente, relembrarmos apenas o essencial, nós, desmemoriados, temos a oportunidade de redescobrir. Uma oportunidade que, durante uma semaninha, vou aproveitar ao máximo.
Friday, June 04, 2004
Nick Lovers
Into My Arms
(Nick Cave)
I don't believe in an interventionist God
But I know darling that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch your hair on your head
But to leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms
I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
And if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each light a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk like Christ in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms
But I believe in love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down me and you
So keep your candle burning
Make a journey bright and pure
That you'll keep returning always and evermore
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms
(Nick Cave)
I don't believe in an interventionist God
But I know darling that you do
But if I did I would kneel down and ask Him
Not to intervene when it came to you
Not to touch your hair on your head
But to leave you as you are
And if He felt He had to direct you
Then direct you into my arms
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms
I don't believe in the existence of angels
But looking at you I wonder if that's true
And if I did I would summon them together
And ask them to watch over you
To each light a candle for you
To make bright and clear your path
And to walk like Christ in grace and love
And guide you into my arms
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms
But I believe in love
And I know that you do too
And I believe in some kind of path
That we can walk down me and you
So keep your candle burning
Make a journey bright and pure
That you'll keep returning always and evermore
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms oh Lord
Into my arms
Mudança radical de humor
Nada como uma boa noite de sono (sem pesadelos).
Acordei hoje muito mais apaixonada pela vida.
Acordei hoje muito mais apaixonada pela vida.
Tuesday, June 01, 2004
Impotência
A Rita tinha uma frase No Parapeito que eu guardei no meu coração: «A vida e a morte não deviam estar à distância de um lamento».
[O blog da Rita é dos meus favoritos. Continua a ser – apesar de ela, infelizmente, ter deixado de escrever – porque sempre que o releio sei que vou encontrar invariavelmente palavras carinhosas que me fazem bem. No Parapeito é de uma ternura imensurável. Faz bem à alma, reconforta o coração. Ajuda a chorar e a esvaziar o espírito, ajuda a rir e a enchê-lo de novo. É o branco da minha paleta.]
[O blog da Rita é dos meus favoritos. Continua a ser – apesar de ela, infelizmente, ter deixado de escrever – porque sempre que o releio sei que vou encontrar invariavelmente palavras carinhosas que me fazem bem. No Parapeito é de uma ternura imensurável. Faz bem à alma, reconforta o coração. Ajuda a chorar e a esvaziar o espírito, ajuda a rir e a enchê-lo de novo. É o branco da minha paleta.]
Coração apertado
Hoje acordei a sentir-me tão sozinha.
Só me apetece chorar. Chorar muito, chorar tudo, até esta angústia toda me abandonar finalmente.
Só me apetece chorar. Chorar muito, chorar tudo, até esta angústia toda me abandonar finalmente.
Subscribe to:
Posts (Atom)