Mas, estranhamente, pareço não querer.
Thursday, October 14, 2004
Wishful thinking
Há dias em que gosto de pensar que nunca exististe. Que és fruto da minha imaginação e que, tal como te criei para fazeres parte da minha vida, posso apagar-te, sem deixar rasto nem memória.
Você não me ensinou a te esquecer
Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
(Caetano Veloso)
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho
(Caetano Veloso)
Wednesday, October 13, 2004
Sem dúvida, a frase do ano
«(…) a censura só existe na cabeça dos que a já fizeram e sabem como se faz (…)»
[Convenhamos, o Luís Delgado está cada vez melhor como entertainer.]
[Convenhamos, o Luís Delgado está cada vez melhor como entertainer.]
Monday, October 11, 2004
29 anos de casados
E nunca falha. Chega a casa acompanhado de um sorriso e um presente especial para quem o espera invariavelmente.
Parabéns!
Há quem tenha a sorte de ser linda de morrer, inteligente, doce, divertida, dona de um olhar que derrete qualquer um e um riso inconfundível que dá gosto ouvir.
E há quem tenha a imensa sorte de ser amiga de alguém assim.
[Sei que este ano não tem sido nada fácil. Mas – podes acreditar – o destino conspira para que tudo dê certo para alguém como tu.]
E há quem tenha a imensa sorte de ser amiga de alguém assim.
[Sei que este ano não tem sido nada fácil. Mas – podes acreditar – o destino conspira para que tudo dê certo para alguém como tu.]
Sunday, October 10, 2004
Suspeita confirmada
[na gala do Inimigo Público]
O “bomba” da bomba inteligente é real. O que significa, portanto, que o nome se aplica na totalidade.
O “bomba” da bomba inteligente é real. O que significa, portanto, que o nome se aplica na totalidade.
Impressiona-me tanto
Saturday, October 09, 2004
Mulheres excepcionais
Pelo contrário, gosto sempre que o Nobel da Paz me surpreenda.
[Wangari Maathai]
É tão reconfortante descobrir uma nova causa.
[Wangari Maathai]
É tão reconfortante descobrir uma nova causa.
Confissão de ignorância
É verdade: não conheço Elfriede Jelinek, a dramaturga austríaca recentemente laureada com o Prémio Nobel da Literatura.
Não fico contente quando o referido Nobel é atribuído a um nome que me é desconhecido – vergonha perante a minha colossal ignorância será a melhor descrição da sensação que me invade, quase todos os anos, por esta altura. E também um pânico sufocante sempre que me apercebo de que a minha ambiciosa pilha de “must read”, há uns anos atrás confinada à minha mesinha de cabeceira, se espalha hoje pelo quarto, escritório, sala e ameaça afundar-me no meu quase analfabetismo – ignorando com altivez o meu penoso esforço de conseguir dominar os clássicos clássicos e ainda os clássicos contemporâneos e ainda as novas gerações de escritores brilhantes…
E eis que, no meio do descontrolo e da auto-flagelação, chega o alívio: o Francisco José Viegas não a conhece. Sim, li bem: fala, com contentamento, de um “livro insuspeitado”. Uma emoção que certamente nunca virei a conhecer mas que, por agora, me deixa mais descansada. (Descansada, aliás, ao ponto de o poder humildemente confessar.)
Não fico contente quando o referido Nobel é atribuído a um nome que me é desconhecido – vergonha perante a minha colossal ignorância será a melhor descrição da sensação que me invade, quase todos os anos, por esta altura. E também um pânico sufocante sempre que me apercebo de que a minha ambiciosa pilha de “must read”, há uns anos atrás confinada à minha mesinha de cabeceira, se espalha hoje pelo quarto, escritório, sala e ameaça afundar-me no meu quase analfabetismo – ignorando com altivez o meu penoso esforço de conseguir dominar os clássicos clássicos e ainda os clássicos contemporâneos e ainda as novas gerações de escritores brilhantes…
E eis que, no meio do descontrolo e da auto-flagelação, chega o alívio: o Francisco José Viegas não a conhece. Sim, li bem: fala, com contentamento, de um “livro insuspeitado”. Uma emoção que certamente nunca virei a conhecer mas que, por agora, me deixa mais descansada. (Descansada, aliás, ao ponto de o poder humildemente confessar.)
Friday, October 08, 2004
Distracções
O Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para se demitir e passar a imagem de vítima:
a) porque já lá vão quatro anos e a coisa começava a fartar;
b) porque o seu otorrinolaringologista andava preocupado com as constantes rouquidões às segundas-feiras;
c) por pura táctica negocial para ver se ganhava mais e conseguia, finalmente, levar a Rita Amaral Cabral a passear às Caraíbas;
d) porque o inteligente do Santana Lopes lhe deu uma óptima oportunidade (difícil de resistir) de vencer o primeiro round sem ter sequer que calçar as luvas;
e) por motivos eleitorais – está a pensar candidatar-se a prlesidente da junta não sei de onde;
f) para poder ter o privilégio de ser recebido em audiência por Sua Excelência o Presidente da República
g) para ter o gostinho de assistir ao Cavaco Silva a falar em sua defesa.
E, por algum acaso, é verdadeiramente isto que interessa?
a) porque já lá vão quatro anos e a coisa começava a fartar;
b) porque o seu otorrinolaringologista andava preocupado com as constantes rouquidões às segundas-feiras;
c) por pura táctica negocial para ver se ganhava mais e conseguia, finalmente, levar a Rita Amaral Cabral a passear às Caraíbas;
d) porque o inteligente do Santana Lopes lhe deu uma óptima oportunidade (difícil de resistir) de vencer o primeiro round sem ter sequer que calçar as luvas;
e) por motivos eleitorais – está a pensar candidatar-se a prlesidente da junta não sei de onde;
f) para poder ter o privilégio de ser recebido em audiência por Sua Excelência o Presidente da República
g) para ter o gostinho de assistir ao Cavaco Silva a falar em sua defesa.
E, por algum acaso, é verdadeiramente isto que interessa?
Não é suposto
Um tal de Alto Comissariado para a Imigração e as Minorias Étnicas estar atento a estes laivos de xenofobia?
Conversas de livraria
[Entre duas adolescentes. Não tão novas quanto isso…]
- Que livro é que estás à procura?
- Frei Luís de Sousa.
- Eu ajudo-te.
[E resolve dar uma vista de olhos na secção “Política”.]
- Achas que estás aí?
- Sei lá. Pode estar.
- Que livro é que estás à procura?
- Frei Luís de Sousa.
- Eu ajudo-te.
[E resolve dar uma vista de olhos na secção “Política”.]
- Achas que estás aí?
- Sei lá. Pode estar.
Thursday, October 07, 2004
Dilema temporal
Parece ser sempre assim: efémero quando o queríamos eterno e moroso quando o queríamos fulminante.
Wednesday, October 06, 2004
Se eu soubesse
...Que morrendo
......Tu me havias
........De chorar
..........Por uma lágrima tua
............Que alegria
..............Me deixaria matar
(Lágrima, Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves)
......Tu me havias
........De chorar
..........Por uma lágrima tua
............Que alegria
..............Me deixaria matar
(Lágrima, Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves)
Monday, October 04, 2004
Sunday, October 03, 2004
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