[Em conversa com um amigo sueco]
- I’ve been better. Just had a car accident.
- Oh, those southern European countries…
Saturday, February 12, 2005
Benditos
Os ex-namorados que nos trazem rosas e chocolates quando estamos de cama.
[Ai a desgraça partilhada…]
[Ai a desgraça partilhada…]
Friday, February 11, 2005
Rescaldo de uma invalidez temporária (V)
E não é que, para substituir uma companhia blogosférica que tanto me apraz, e da qual momentaneamente não posso usufruir, o encantador Francisco José Viegas me brinda com uma brilhante entrevista ao José Gil, no seu Livro Aberto, para alegrar uma noite que se antevia espinhosa.
Salvou – e com louvor – este exasperante dia de televisão a quatro canais.
Salvou – e com louvor – este exasperante dia de televisão a quatro canais.
Thursday, February 10, 2005
Rescaldo de uma invalidez temporária (IV)
Diz-nos Calvino que as cidades – no que eu leio homens e mulheres – se dividem em dois tipos: «as que continuam através dos anos e das mutações a dar forma aos seus desejos e aquelas em que os desejos ou conseguem aniquilar a cidade ou são eles aniquilados.»
[Calvino, Italo, 2003 [1972], Cidades Invisíveis. Lisboa: Editorial Teorema, pp. 37-38]
[Calvino, Italo, 2003 [1972], Cidades Invisíveis. Lisboa: Editorial Teorema, pp. 37-38]
Rescaldo de uma invalidez temporária (III)
Eu juro que me estou a esforçar. Insistentemente. Mas não consigo. Bate logo uma sonolência. A culpa não é tua, claro. Incentivos não me faltam: distrais-me, és boa companhia, intelectualmente estimulante. Eu até tenho vontade a toda a hora. Basta olhar para ti… Mas, assim que começo, não me consigo concentrar.
Enfim, tentamos mais uma vez?
A ver se é desta que consigo ler mais de duas páginas.
Enfim, tentamos mais uma vez?
A ver se é desta que consigo ler mais de duas páginas.
Visitas generosas (II)
- E o anúncio da Nikewomen?
- 20!
- 20? Também não é para tanto. Dou-lhe um 18.
- Não, não: 20! Para quem não se consegue mexer, hás-de convir que ela impressiona.
- 20!
- 20? Também não é para tanto. Dou-lhe um 18.
- Não, não: 20! Para quem não se consegue mexer, hás-de convir que ela impressiona.
Rescaldo de uma invalidez temporária (II)
Se o RAP sonhasse o quanto é citado no Fórum TSF…
[Fórum TSF? Este é, manifestamente, o primeiro sinal da demência.]
[Fórum TSF? Este é, manifestamente, o primeiro sinal da demência.]
Wednesday, February 09, 2005
A hipocrisia sai cara
Nunca ponho o cinto atrás, confesso. A não ser quando vou com a minha sobrinha, para dar o exemplo. O que, vendo bem as coisas, ainda é pior do que o «faz o que eu digo e não o que eu faço».
I didn’t even know what hit me
Estrondo, embate violento e cheiro desagradável a qualquer coisa tipo… foguetes (?). Seguido de duplo desmaio, que a donzela prefere se abstrair da confusão. Primeira preocupação ao acordar: amigos. Todos bem. Alívio. Começa a chegar o aparato todo: INEM, ambulâncias, paramédicos. Inaugura-se a sessão de perguntas. Sim, sinto o corpo todo; sei dizer o meu nome; lembro-me que ia atrás; pois, sem cinto; acho que fui parar ao chão; sim, entre o banco de trás e o da frente; eu sei, eu sei, muita sorte dentro do azar.
Imobilização e transporte para a ambulância especialmente intimidantes. Umas lágrimas para desanuviar. O paramédico é um amor. Fique descansada: é só uma questão de precaução. Aparece o médico do INEM. Onde lhe dói? Pernas, bacia e costas. Deixe ver. (Merda. Não tenho a depilação feita. Estava a guardar-me para a viagem para a semana a Barcelona.) Tem umas escoriações mas não parece ter nada partido. E aproveita para mostrar ao paramédico. (Dupla vergonha e não nos ficaremos certamente por aqui.)
Irmã não tardou. Umas festinhas e palavras doces vêm mesmo a calhar.
Chegada ao hospital. Recebida por uma enfermeira bruta como as casas. Muitas dores. Tirar as calças é um suplício. E a desinfectar as feridas ela mostra a sua mais profunda sensibilidade. (Só não a descomponho porque a presença da minha irmã é dissuasora e não quero que lhe digam amanhã, quando vier trabalhar, que sou um bocado pró histérica.) Entretanto começam a chegar os amigos que foram informados. Ela faz questão de lhes dizer que não é nada e mostrar-lhe as escoriações das pernas. (Juro que grito se mais alguém me levanta o lençol.)
Um monte de radiografias. Continuo a implorar por um comprimido. Ainda não: podem mascarar algum problema. Então qualquer coisa para eu dormir. Não: precisamos de ver se não se sente tonta ou sonolenta por causa do acidente. Saem os resultados. Nada partido. Ainda bem mas então como é possível não me conseguir mexer? É do traumatismo do acidente. O embate foi forte. Bem sei. (Sinto-me como aqueles bonecos nos testes de acidente.)
A enfermeira, minha amiguinha, volta para me ver, a mastigar pastilha de boca aberta e com ar de desprezo. Então, não tinha nada, pois não? Não, mas continuo cheia de dores. Ri-se. Hoje não é nada; amanhã é que vai ver o que lhe vai doer. (E a vontade que tenho de lhe puxar os cabelos.)
O meu reino por um pain-killer. E eis que chega, finalmente, mas em forma de… injecção. E já adivinham onde.
Imobilização e transporte para a ambulância especialmente intimidantes. Umas lágrimas para desanuviar. O paramédico é um amor. Fique descansada: é só uma questão de precaução. Aparece o médico do INEM. Onde lhe dói? Pernas, bacia e costas. Deixe ver. (Merda. Não tenho a depilação feita. Estava a guardar-me para a viagem para a semana a Barcelona.) Tem umas escoriações mas não parece ter nada partido. E aproveita para mostrar ao paramédico. (Dupla vergonha e não nos ficaremos certamente por aqui.)
Irmã não tardou. Umas festinhas e palavras doces vêm mesmo a calhar.
Chegada ao hospital. Recebida por uma enfermeira bruta como as casas. Muitas dores. Tirar as calças é um suplício. E a desinfectar as feridas ela mostra a sua mais profunda sensibilidade. (Só não a descomponho porque a presença da minha irmã é dissuasora e não quero que lhe digam amanhã, quando vier trabalhar, que sou um bocado pró histérica.) Entretanto começam a chegar os amigos que foram informados. Ela faz questão de lhes dizer que não é nada e mostrar-lhe as escoriações das pernas. (Juro que grito se mais alguém me levanta o lençol.)
Um monte de radiografias. Continuo a implorar por um comprimido. Ainda não: podem mascarar algum problema. Então qualquer coisa para eu dormir. Não: precisamos de ver se não se sente tonta ou sonolenta por causa do acidente. Saem os resultados. Nada partido. Ainda bem mas então como é possível não me conseguir mexer? É do traumatismo do acidente. O embate foi forte. Bem sei. (Sinto-me como aqueles bonecos nos testes de acidente.)
A enfermeira, minha amiguinha, volta para me ver, a mastigar pastilha de boca aberta e com ar de desprezo. Então, não tinha nada, pois não? Não, mas continuo cheia de dores. Ri-se. Hoje não é nada; amanhã é que vai ver o que lhe vai doer. (E a vontade que tenho de lhe puxar os cabelos.)
O meu reino por um pain-killer. E eis que chega, finalmente, mas em forma de… injecção. E já adivinham onde.
Monday, February 07, 2005
Sunday, February 06, 2005
Sobre a suposta recuperação do PSD
O Pedro Santana Lopes julga-se francamente melhor do que é. O curioso é que é precisamente essa auto-confiança que lhe permite ir mais longe do que alguma vez iria, caso tivesse efectivamente noção da realidade.
Saturday, February 05, 2005
Friday, February 04, 2005
I keep on running back to you
Em certas circunstâncias, é inequívoco que a distância traz tranquilidade e a proximidade angústia. Logo, a opção não deveria ser propriamente difícil. A verdade é que, perante a serenidade e o desassossego, há quem prefira, irreflectidamente, trocar a primeira pelo segundo.
Talvez porque, emocionalmente, o refúgio não nos proteja de tudo. A entrega pode vir a doer no coração mas entretanto fá-lo renascer.
Talvez porque, emocionalmente, o refúgio não nos proteja de tudo. A entrega pode vir a doer no coração mas entretanto fá-lo renascer.
Thursday, February 03, 2005
Blog zapping (VIII)
«Sim é deslumbrante. O amor é sempre deslumbrante. Uma mentira magnífica, como deus, a paz, a felicidade.»
[Luís, 2046]
[Luís, 2046]
Não me deixe só
(Vanessa da Mata)
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os lábios mudem de cor
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor
Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem
Mas não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os lábios mudem de cor
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero de amor
Fique mais
Que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem
Mas não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Wednesday, February 02, 2005
Tuesday, February 01, 2005
Momento Ally McBeal
Ontem, enquanto falavas, dei-te um beijo. Longo, bem demorado. Daqueles que parecem durar uma eternidade mas que, ainda assim, sabem a pouco quando terminam. Dissertavas sobre qualquer coisa que me pareceu a milhas de distância, já nem me lembro o quê. Não fechei os meus olhos para poder rever bem os teus, como sempre fizemos.
E hoje não me sai da cabeça – o beijo que te dei sem te dar.
[Sim, querida I., eu também me apanho às vezes a cantar «can’t get enough of your love, baby»]
E hoje não me sai da cabeça – o beijo que te dei sem te dar.
[Sim, querida I., eu também me apanho às vezes a cantar «can’t get enough of your love, baby»]
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